Gestão condominial: a união faz a força

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A participação dos condôminos na gestão é essencial para o bom andamento dos assuntos de interesse coletivo. Com envolvimento de todos, muda-se a relação do plano da cobrança (dos condôminos em relação ao síndico) para o plano da colaboração, dividindo responsabilidades, colaborando com ideias e competências específicas e criando um condomínio melhor para se viver ou trabalhar.

Concorda que a participação de todos é importante, mas ainda não se sentiu motivado(a) a levantar do sofá e arregaçar as mangas pelo bem comum do condomínio? Vamos lhe apresentar, então, alguns argumentos:

– Condomínios com baixa participação dos condôminos são mais vulneráveis a fraudes e má administração dos recursos. A falta de fiscalização e de exigência acabam muitas vezes por desestimular os administradores dos melhores procedimentos e estimular os piores.

– As decisões de uma assembleia (reunião de condomínio) são sempre soberanas, desde que respeitadas as votações mínimas exigidas por lei e demais formalidades. Portanto, se uma minoria presente a uma reunião resolver aumentar a taxa do condomínio, por exemplo, e estando a pauta prevista na convocação, não há como protestar. Nem mesmo judicialmente.

– O cuidado com o patrimônio comum é muito importante para a valorização imobiliária das unidades.

Está agora motivado(a), mas gostaria de algumas ideias para lhe ajudar a participar da melhor forma na gestão do seu condomínio e também a convencer os demais condôminos a se envolverem? Temos também:

– Solicite a colaboração dos condôminos nas áreas que dominam: um condômino engenheiro pode auxiliar no planejamento e vistoria de obras, um contador pode ajudar na conferência dos balanços, um jornalista na comunicação interna, e assim por diante.

– Saiba mais sobre guarda e acesso à documentação do condomínio. Os condôminos têm direito a livre acesso aos documentos.

– Conheça o Regulamento Interno e a Convenção do seu condomínio. Tais documentos são fatores fundamentais de envolvimento na vida comum.

– Estimule a criação de comissões para assuntos específicos (obras, segurança etc.). Elas permitem a descentralização das responsabilidades do síndico. Mas deve-se tomar o cuidado de escolher um responsável pela comissão para organizar as demandas e os participantes, pois é frequente que comissões se dissolvam por falta de um coordenador que distribua funções, convoque as reuniões e centralize a comunicação. As comissões também podem ajudar o síndico nas assembleias, em exposições dentro de seu escopo.

Por fim, você não é síndico(a), mas já está convencido(a), motivado(a) e com boas ideias para a participar da gestão do seu condomínio? Então mãos à obra!